O EXORCISMO
As fórmulas de
exorcismo têm alguma eficácia contra os maus Espíritos?
Não; quando esses espíritos vêem alguém levá-las a sério, eles riem e persistem.*
Tal como para o tema do umbral, assim também para o do exorcismo.
Não pretendo desenvolver uma teoria que seja aceite por todos. Não há esse
pretensiosismo. Apenas, dentro dos infinitamente parcos conhecimentos, face à
magnitude da diversidade de modos de apresentação das relações do mundo
invisível com a vida material, e após décadas de observação de trabalhos
mediúnicos, dentro e fora do Espiritismo, décadas que representam fugazes
momentos, e nada mais, cheguei à conclusão de que era o momento de partilhar uma
breve reflexão sobre essas mesmas observações. Como é óbvio, não cabe em umas
escassas páginas o muito que haveria para dizer. Limitar-me-ei ao elementar.
Assim sendo, vamos fazer incidir a nossa reflexão sobre as comunicações mais
desajustadas, aquelas que causam grandes perturbações, chegando mesmo a
desenvolver quadros de patologia psiquiátrica, e não só, mas também doenças do
foro cardíaco, por exemplo.
Posto
isto, pretende-se esclarecer dúvidas, dentro da medida do possível, e
desmistificar, objectivando, principalmente, a perigosa crendice e facultar os
meios necessários para a liberdade de fé quando, muito nobremente, esta é
chamada à ajuda ao próximo através da mediunidade. Porém, não haja ilusões,
ficar-nos-emos pelos aspectos elementares.
Como ponto de partida, há que ter em consideração dois
aspectos fundamentais: todo o ser humanos é médium, por outro lado, não leve a
sério tudo o que viu no cinema. É caso para dizer: Deixemo-nos de filmes, e enfrentemos a realidade. É também
fundamental partir do pressuposto de que os nossos conhecimentos, as nossas
doutrinas, tudo o que muito se escreve sobre esta matéria, estão muito aquém da
verdadeira realidade dos factos, quando com eles nos confrontamos. E porquê? É
simples. Há alguém que consiga dominar todas as ciências, conhecer todos os
complexos aspectos da mente humana, saber tudo o que se passa na Terra? Não é
apenas o vasto mundo invisível ao nosso redor que nos escapa. O mundo visível,
ele próprio, é cheio de esconderijos, o nosso ver é limitado, a nossa
concentração num ponto é extremamente pequena; os nossos desejos profundos, a
nossa vontade de que a vida seja diferente, a crença de que uma força mova os
cordelinhos e, num golpe de mágica, tudo se transforme, conduzem-nos, quantas
vezes, a um estado de alucinação.
Isto significa que somos seres de filtros:
pedagógico-educacionais, sociológicos, políticos, antropológicos, religiosos… As
nossas ideologias espartilham-nos, dão-nos a ilusão de que temos, não só a
resposta para tudo, mas a única
realmente válida; cremos que nos encontrámos, vivendo a felicidade da exclusão.
Envoltos pelo conceito de pertença, temerosos do diferente, do outro, do
alheio, de tudo o que seja qualificado como não
nosso é visto com relutância. Assim nasce a diabolização do diferente que,
nos tempos que correm, mediante a leitura distorcida do passado histórico, cria
a vitimização cínica, manipuladora quão perigosa, cujo objectivo é desmembrar o
progresso civilizacional travando o crescimento do mesmo. Para a
espiritualidade, isso é desastroso.
Tal se verifica através do medo: medo dos contágios
culturais, porém, aquilo a que mais estamos expostos. Até porque, na
impossibilidade de lhes escaparmos, eles impõem-se com a mais objectiva
naturalidade como fonte de crescimento social. Urge, por isso, que o diferente
passe a ser visto fora do diabólico, isto é, como uma outra forma de encarar
uma mesma realidade que é a nossa vivência terrena. Só assim, se porá fim a falsos
exorcismos, e a problemas cuja raiz se atribui ao mundo invisível mas que,
verdadeiramente, pouco ou nada tem a ver com ele.
Neste
sentido, podemos já adiantar que muitos dos exorcismos, numa acepção clássica
do mesmo, são falsos. Apenas o que acontece mais não é que um acto de repulsa da
influência externa, ou, o que é pior, uma purga do livre pensamento dentro de
uma mesma organização religiosa. O resultado é o excluído entrar em contradição
consigo mesmo e tomar atitudes de revolta, chegando, nos casos mais extremos, a
tentar o suicídio.
Quem nunca ouviu falar das heresias dentro da Igreja Católica?
Quem eram os hereges? Os que reflectiam, que ousavam pensar de forma diferente,
que não concordavam com determinados objectivos, preceitos, ideias, enfim.
Esses eram diabólicos, seres possuídos, maus agouros ao serviço das forças
maléficas.
Mas isso não é apanágio apenas da Igreja Católica, nem da
Idade Média. Os tempos medievos não terminaram. Os marcos científicos, as
revoluções e alterações sociais não põem fim a mentalidades. O saudosismo, e
com ele a ideia de um passado de ouro, torna cíclica a mentalidade humana. Perdura
até aos nossos dias, nas mais diversas organizações religiosas, e, convém
dizê-lo, está muito enraizado no Espiritismo, o medo do outro. Podemos dizer
com toda a razão que, com tantas práticas de exorcismo no mundo, há um problema
que ninguém ainda foi capaz de exorcizar, a saber, o da irradicação definitiva
da desconfiança, da maledicência, e, não poderia faltar, o da inveja. Tudo isso
constitui a maior das portas abertas às más influências espirituais. Mas vamos
ao que interessa.
Aquilo a que se convencionou chamar exorcismo mais não é
que uma prática transversal a todas as culturas, no sentido de afastar as más
influências do mundo invisível. Consiste num conjunto de rituais, mais ou menos
complexos, para agradar aos deuses, quer na pessoa de Espíritos de entes
falecidos, quer na de Entidades possuidoras de poderes sobrenaturais, com fim a
assegurar protecção contra os maus pendores da vida. No entanto, qual o
verdadeiro significado de exorcismo e como começou?
A palavra exorcismo vem do grego exorkismós
(εξορκισμός), que significa o acto
de fazer jurar; religiosamente, tomou o significado de acto de expulsão de
Espíritos malignos, ou demónios de pessoas que estão possuídas. Porém, esses
demónios, (do grego daimon
- δαίμων; plural daímones - δαίμονες), na Grécia Antiga, tinham uma
conotação muito abrangente, um autêntico mosaico, tal como: espíritos ou
divindades menores; seres espirituais intermediários entre os deuses e os humanos;
seres tanto bons como maus; quer para a filosofia, quer para a mitologia, eram
forças inspiradoras; uma força interior; almas dos homens; sabedoria. Quem
nunca ouviu falar do daimon de Sócrates, cuja função era justificar o seu
discurso, opondo-o veementemente ao dos seus interlocutores, os sofistas? **
Historicamente, a
prática de expulsar as más influências espirituais remonta ao Antigo Egipto, de
onde nos vem a informação mais antiga, e à Mesopotâmia, que, no primeiro
milénio a.C., fazia exorcismos por meio do uso de amuletos e através de rituais
complexos; era aos magos que competia essa tarefa que, supostamente, causavam
doenças e punham a vida num estado caótico.
No
Judaísmo, o Professor Yoel Benhabib esclarece, fornecendo-nos as seguintes
informações (2):
“A
possessão, em hebraico, diz-se ibur,
isto é, temos uma alma dentro do corpo, e vem uma outra habitar o mesmo corpo,
tal como uma mulher grávida tem um outro corpo dentro de si. O processo de
separação chama-se guerus ou gueruchim, prática que vem desde a
Antiguidade.
No mundo judaico não existe o
conceito de demónios, nem de satanás, isto é, entidades ou uma entidade oposta
a Deus. O que existe, no mundo judaico, são espíritos, ou seres espirituais:
nós somos seres espirituais, assim como os anjos, tal como qualquer forma não
corpórea é também um ser espiritual. Na Bíblia, designa-se uruguay, que significa vento ou espírito.
Os demónios fazem parte da época
medieval do Cristianismo, antes disso não existiam. Nos evangelhos, Jesus fala
de espíritos. O daimon vem do grego, e significa espírito.
Para o Judaísmo, os espíritos são
bons ou maus, consoante a função que exercem, isto é, as funções que Deus lhes
dá. Nós dizemos que é um mal que ele me faz, mas isso é na perspectiva humana,
não na do Criador. “ E o Professor diz, peremptoriamente, “Nenhum espírito entra no corpo de uma pessoa
sem que Deus lhe tenha dado autorização. “ E Yoel continua.
“Pergunta-se ao espírito: Como te chamas?
Porque entraste aqui? Quem te deu autorização?
Quanto ao porquê:
1.Há almas que vagueiam; não encontram paz; estão muito
ligadas ao mundo físico, à Terra, às coisas mundanas; pensam como quando
estavam vivas; querem influenciar os seres humanos; entram numa pessoa que lhes
deu guarida, ou através de algo que a pessoa tenha feito.
2.Há espíritos atormentados como castigo, por certos anjos,
que vagueiam para encontrar um refúgio, um esconderijo, sentindo com isso um
alívio.
Aí, chama-se um rabino ou um cabalista
(exorcista não é um conceito judaico),
especializados
nestes assuntos (pois que a pessoa pode morrer). O tratamento pode acontecer em
poucos minutos, horas, um dia, semanas, meses, anos, porque o espírito pode
voltar.
Este fenómeno existe em todas as culturas. No
mundo judaico, são as almas das
pessoas que
viveram na Terra, e que entraram no corpo de homens, mulheres, jovens e
crianças.
Nem
todos os espíritos que entram numa pessoa têm que ser maus ou negativos. Há
espíritos que vêm a uma pessoa para dar uma mensagem de bem. Na tradição
mística judaica há um ensino muito secreto (este tema é secreto, dentro do Judaísmo)
que fala de casos de espíritos de sábios que entraram no corpo de um
homem/mulher para ensinar, mas sempre para rectificar, fazendo um bem. São
espíritos que entram no corpo de um médium para fazer caridade. Isto é muito
semelhante às tradições espíritas de Allan Kardec.
Os
espíritos podem nem sempre ser maus ou negativos. Podem vir dar uma mensagem,
informativa ou de ensino, sempre designados por Deus. Vêem em missão, e nestes
casos não há exorcismo.”
Com o Cristianismo, o exorcismo era uma forma
de consolidar a fé cristã, no sentido de que tudo o que não é cristão é mau,
objectivado principalmente no Paganismo. No séc. IV é praticado antes dos batismos,
o pequeno exorcismo, o qual consiste
em “uma oração de libertação usada pela
Igreja para afastar a influência do mal e preparar a alma para receber a graça
divina.” (1); era também utilizado como bênção de objectos
e lugares. É realizado por sacerdotes ou leigos, devidamente autorizados.
Opõe-se ao grande
exorcismo, mais complexo e mais intenso que o anterior, composto por rituais
e orações específicos (algumas em latim), incindindo sobre quem já está
possuído. É praticado por um sacerdote devidamente autorizado, geralmente por
um bispo, (exclui situações do foro neurológico). No séc. XII, com a ascensão
de seitas heréticas, dentro do Cristianismo, a prática sofre uma alteração, passando
a ser a libertação dos cristãos dessas novas crenças.
Nos grupos evangélicos,
em Portugal, não é uma prática comum. Pode acontecer que alguns desses grupos
procedam a rituais de libertação espiritual, com alguma semelhança ao
exorcismo, mas pouco formalizados e bem mais simples que os da Igreja Católica.
Essas práticas são diferentes de grupo para grupo.
No Espiritismo, não há
exorcismos, há desobsessão. Não há rituais, defumadouros, amuletos, fórmulas,
palavras poderosas. As fórmulas, os amuletos, e todo o tipo de materiais que são
usados para afastar os maus Espíritos, por exemplo, os defumadouros, não têm
uma acção definitiva. As doutrinas, as rezas supersticiosas, os ritos, nem são
para Deus, nem para as Entidades. São para os crentes. Trata-se de alavancas
para as suas crenças, elementos de que estão dependentes para os seus actos de
fé.
As Entidades Mentoras
dos grupos de trabalho, em quaisquer grupos religiosos, “aceitam” algumas
dessas fórmulas, ou produtos, ritos mais ou menos complexos, na medida em que,
ao descerem aos nossos grupos de
trabalho, adaptam-se aos crentes, com os seus modos de fé. Até porque, dito em
abono da verdade, são elas que trabalham em nome de Deus, utilizando o material
humano que têm ao seu dispor.
Se os Mentores dependessem desses materiais,
trabalhariam apenas com um grupo de trabalho, ou dentro de uma só religião ou
igreja. Ora, não é isso que acontece. Não há Entidades Mentoras ao serviço de
ninguém, nem de nenhum grupo específico. É a seriedade dos grupos de trabalho,
o desejo profundo de ajudar o próximo, a humildade dos seus elementos que as
atrai. Os Mentores, plasmando-se com o aspecto e o discurso que o grupo de
trabalho entende, identificam-se com o coração e a fé dos seus elementos. Isto
significa que também não há um léxico formal específico, não há um idioma
divino, uma palavra-chave para um efeito especial. O que é transversal aos
grupos de trabalho, independentemente da cor religiosa, é sempre a seriedade
com que trabalha e o respeito para com Deus.
Do lado das Entidades
obsessoras, mostrar um crucifixo com um Jesus crucificado, obrigá-la a dizer
que é o diabo, pode ser motivo de riso e troça, bem como dar azo a que se torne
ainda mais agressiva. A primeira razão tem a ver com o facto de a Entidade em
causa nem ter sido cristã quando estava na Terra (o que é muito comum); a
função de um crucifixo, com ou sem Jesus crucificado, também não deve ser a de
assustar nem de afugentar, mas a de aproximar e acalmar (é o que parece). Isto
significa também, que os símbolos religiosos, sejam eles quais forem, deviam
deixar de ser utilizados como amuletos, e passarem a ser utilizados como
instrumentos que lembram episódios de fé, seres da devoção dos crentes, entre
outras particularidades da fé.
Dito de outro modo,
face aos símbolos religiosos, e demos o exemplo de um crucifixo como poderíamos
dar o de um japa mala ou de um arco e flecha, e face aos grupos religiosos,
pequenos ou grandes, não há privilegiados;
também não há uma época de ouro, em que supostamente surgiram na Terra seres mais
iluminados; não há raças, etnias, culturas, usos e costumes, superiores ou desprovidos
de protecção divina. Em todas as épocas, em todas culturas, em todas as raças
se manifestaram Seres de grande espiritualidade, que vieram trazer grandes
máximas. Porém, em jeito de nota de pé-de-página, esses Seres mais evoluídos do
que nós manifestam-se com um discurso sempre adaptado às épocas, isto é, ao
entendimento dos crentes, ao seu nível civilizacional. Por exemplo, se um
Mentor sugerir a um crente que use determinado objecto aquando do seu momento
de oração, não é para lhe agradar, mas porque tão simplesmente, ele, o Mentor,
percebe que aquele que ora precisa desse apoio. Um outro crente, até do mesmo
grupo religioso, pode fazer as suas orações sem necessidade desse suporte,
ainda que ambos possam ter o mesmo Mentor.
Vejamos outro aspecto,
o mais importante. Alguns rituais afugentam as Entidades obsessoras. Ora, uma
Entidade afugentada não é uma Entidade afastada definitivamente. O afugentado,
que afirmou, porque a isso foi obrigado, que é o diabo, não raro aprende a
perturbar a pessoa sem lhe causar males físicos, directamente. Pode, como uma
tortura, ir minando a vida da pessoa, tornando-a fantasmática, vingando-se da
forma agressiva como foi abordada. Muitas Entidades que passaram pelos chamados
exorcismos aparecem nos Centros Espíritas através dos mesmos médiuns, isto é,
por aqueles que foram submetidos ao exorcismo, revoltadas e perigosamente agressivas,
denunciando aquilo a que chamam maus
tratos. Nesta situação, temos também as que vêm dos chamados virtuosos,
que, sem escrúpulos, as aprisionam em suas casas.
E aqui surge uma
situação que a maioria das pessoas desconhece: as Entidades perturbadoras, não
raro, estão presas à Terra pelos Espíritos encarnados, isto é, por nós. Os
nossos pensamentos têm mais força do que supomos. Há Entidades mais fracas,
nesse sentido, do que nós. As evocações, geralmente de Seres em que as pessoas
depositam fé e supõem que têm uma espiritualidade avançada, são, a maior parte
das vezes, Espíritos inferiores, que entram em perturbação por meio dessas
mesmas evocações. Temos neste capítulo os falsos santos, as falsas Entidades de
luz, os falsos anjos da guarda. São as pessoas que, na sua crendice evocam
Espíritos, sem terem a noção da perigosidade a que se expõem. Por isso, em
Espiritismo, é expressamente proibida a evocação. As Entidades surgem, quando
surgem, trazidas pelos Mentores, e pelos médiuns perturbados, mas sempre
obedecendo à vontade de Deus. Quanto a nós, os nossos pensamentos e
comportamentos, quer familiares, quer sociais, o modo como vivemos a
espiritualidade, definem o tipo de companhias espirituais que temos connosco.
Por isso, há que estar vigilante.
A oração, não técnica
nem mecânica, mas dita com o coração, consegue maravilhas. Porém, há quem não
consiga orar por palavras espontâneas. Nesse caso, um Pai Nosso, a oração que o
Senhor nos ensinou, ou a leitura de um Salmo, pronunciados com o coração e fé
fervorosa, agradam aos bons Espíritos nossos Mentores.
Por isso, o trabalho de desobsessão exerce-se,
sempre, em duas frentes: para com o médium perturbado e para com a Entidade
perturbadora. Primeiro, há que captar a Entidade para um médium de
incorporação, a fim de a doutrinar; em segundo, tratar o médium através de um
passe de limpeza psico-magnética, com o mesmo objectivo.
Entenda-se que esse médium, mesmo uma vez
libertado, não deixa de ser médium. Se não for esclarecido, na sua fé em Deus, (sempre
em Deus, porque nada acontece sem a Sua permissão, e sem que Ele o queira), ele
continuará a ser porta aberta às negatividades, sendo ele próprio o motivo das
suas obsessões. Quanto à Entidade, o trabalho torna-se mais complexo. Há
Entidades que aceitam deixar a Terra mais facilmente, e seguem o seu caminho;
outras há que são mais renitentes. Estas podem levar muito tempo até seguirem
para o plano espiritual que as espera. Conheci um caso em que a Entidade levou
três anos até se afastar definitivamente do médium que perturbava. Há casos em
que a Entidade persegue o médium quase uma vida inteira, muito embora já sem
força para o perturbar, acabando por se afastar pela saturação.
(cont.)
Margarida Azevedo
_____________________________
*KARDEC,
A., Le Livre des Esprits, Les
Editions de Philman, Saint-Amand-Montrond, 2002, perg. 477, p.185. Trad. M.
Azevedo.
**wikipedia
(1)
https://catolicus.eu>pt>
(2)
Google Chrome, vídeo: Professor Yoel Benhabib, La
Posesíón Demoníaca y el Exorcismo en el Judaísmo.
Nota:
Transmiti as ideias, com algumas expressões do autor, não o texto ipsis verbis.